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fevereiro 14, 2013

O papel estabilizador do seguro

por Anthony Kennaway

A necessidade de seguro está aumentando devido às implicações provocadas pela mudança climática e pelo envelhecimento da população

No final do ano passado, o Furacão Sandy atingiu a costa Leste dos E.U.A., devastando uma parte densamente povoada do mundo desenvolvido e, com isso, concentrou toda atenção na conduta e na atuação do seguro e dos seguradores. Aconteça o que acontecer, a reputação do mercado dependerá, novamente, de seu desempenho na administração de sinistros, enquanto o papel mais macro do seguro como um estabilizador de pessoas físicas e jurídicas e das economias será muito menos considerado e discutido.

No entanto, qualquer luz dá ensejo à esperança, especialmente um editorial do Financial Times, “Praise to Insurers” (“Louvor aos Seguradores”), de 9 de novembro de 2012, que descreve como o seguro está ajudando as vítimas do Furacão Sandy. “Ao lado da tecnologia, o seguro é uma das maiores invenções da humanidade para se ficar imune ao domínio da natureza e à vulnerabilidade em relação aos atos de Deus”. É mesmo verdade, e a necessidade de seguro está aumentando, em particular, devido às implicações e aos custos crescentes provocados pela mudança climática e pelo envelhecimento da população.

O jornal diz ainda que “boa regulamentação é essencial” se o seguro continuar a desempenhar este importante papel. Correto novamente, mas há integrantes de comunidades políticas e regulatórias que acreditam que as seguradoras devem ser regulamentadas como os bancos. Eles não reconhecem o dano potencial que as despesas de capital mais altas ou restrições desnecessárias sobre as atividades do mercado causarão ao papel estabilizador do seguro para indivíduos e economias.

Vale registrar que nenhum segurado foi afetado por omissão do seguro durante a recente crise financeira e muitos poucos foram afetados durante a última crise. De acordo com Teri Vaughan, CEO da US National Association of Insurance Commissioners, “…a história tem revelado que, com seu foco no valor de longo prazo e não no valor de mercado de curto prazo, as seguradoras não sofrem as mesmas pressões para vender em um mercado em baixa, e elas estão, em geral, entre os primeiros setores a começar a comprar. Portanto, elas não contribuem para a instabilidade, ao contrário, podem exercer um papel estabilizador.”

O que isto revela é importante para o mercado de seguros ressaltar suas muitas conquistas e contribuições e promover um melhor entendimento sobre seu funcionamento. O primeiro obstáculo para os seguradores é certificar-se de que aqueles que estão redigindo a próxima série de leis de risco sistêmico o façam com este papel fundamental (e crescente) em mente. Este não é o momento de se omitir – pode-se mesmo dizer que a própria natureza do seguro e a capacidade do mercado de transmitir valor real estão em jogo. O mercado deve continuar a defender sua posição, e de forma clara.

Anthony Kennaway é responsável pela Comunicação da Geneva Association, instituição parceira da CNseg

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