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outubro 24, 2013

Prova dos nove: Práticas sustentáveis em seguros são premiadas

por Sônia Araripe

Algumas passagens da vida ficam marcadas para sempre. Sabe-se lá bem porque, o processador de nossa memória vai deletando alguns arquivos, vamos chamar assim, outros não. Lembro-me bem da insistência da professora de Matemática para que sempre fizéssemos uma conferência do resultado final.

“Vamos lá, hora da prova dos nove”, insistia. E não que fosse exatamente a operação de prova dos nove, noves fora nada. Mas sim a catequese para que os alunos não fizessem os cálculos apenas por fazer, sem voltar no início do problema e recapitular todas as tarefas.

Para o bem das Ciências Exatas, aprendi a lição da professora, mas fui fiel à vocação e enveredei mesmo no campo das Humanas. Nunca tive dúvidas que o Jornalismo seria minha carreira. Mas jamais deletei da memória a lição de voltar ao início do problema e rever todas suas variáveis.

Acompanhando o intenso diálogo sobre Sustentabilidade nos últimos 20 anos percebo claramente que em muitos casos nem sempre esta sugestão é seguida. Falta este sentido de prova dos nove em diversas situações. Onde o marketing e o discurso pouco verdadeiro imperam está claro que não houve preocupação em voltar ao início do processo e certificar-se que muito pouco, ou quase nada foi feito em prol realmente de práticas sustentáveis.

Em contrapartida, dá gosto conferir a intensidade de busca de práticas que realmente confirmem a direção do Desenvolvimento Sustentável. Premiações ajudam a reconhecer e incentivar as melhores práticas. É o caso do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros para o Desenvolvimento Sustentável, em sua terceira edição.

Criado pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), o Prêmo traz como novidade este ano abrigar não só colaboradores das empresas, também poderão participar corretores de seguros e resseguros. Além disso, os projetos concorrentes desta edição devem ter identificação com pelo menos um dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI, sigla em inglês) estabelecidos pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, da qual a CNseg é signatária desde o ano passado. Ao todo, serão premiados os trabalhos vencedores de cada uma das três categorias: “Produtos e Serviços”, “Processos” e “Comunicação”.

No lançamento do Prêmio este ano, o Presidente da CNseg, Marco Antônio Rossi e a Diretora-Executiva, Solange Beatriz Palheiros Mendes, destacaram a forte ligação da atividade seguradora e a busca pelo Desenvolvimento Sustentável. O desenvolvimento da indústria de seguros baseado em práticas sustentáveis, frisaram, torna – se cada vez mais importante em um mundo de recursos finitos, além de coerente com os princípios e valores fundamentais de um setor que lida diretamente com prevenção e gerenciamento de riscos.

Em outras palavras, aquilo que aprendemos como a chamada “prova dos nove”. Não no sentido literal, mas no subjetivo. Práticas que possam revisitar o processo e assegurar a preocupação prática com a Sustentabilidade. Na Edição do Prêmio do ano passado vários projetos finalistas e os agraciados com troféus mostraram este sentido maior. Como o reconhecimento para trabalho desenvolvido de uma tinta com avanços tecnológicos, substituindo a maior parte dos solventes por água. Outro exemplo foi trabalho de Educação ambiental para Sustentabilidade com foco em profissionais do mercado segurador. Diversos outros estão concorrendo na Versão 2013 da premiação.

A escolha do nome de Antonio Carlos Almeida Braga não poderia estar mais de acordo. Com forte relevância no segmento de seguros – tendo sido um dos fundadores da Bradesco Seguros – o executivo atuou fortemente nos chamados fundamentos do que hoje é considerado Sustentabilidade. “No meu tempo ainda nem se falava neste conceito. Mas sempre praticamos o que hoje tem este nome”, contou Almeida Braga em conversa com esta repórter na premiação de 2012, publicada na página 14 da Edição 32 de Plurale em revista. Ele lembrou que o Brasil está na moda no cenário global e que uma das nossas vantagens comparativas são justamente os atributos na busca pelo Desenvolvimento Sustentável. Falou também do papel importante dos jovens neste processo, que precisam ter acesso à Educação de qualidade e todos os serviços básicos no Brasil. Ex-atleta, amante dos Esportes, ganhou fama internacional como mecenas de grandes nomes do cenário esportivo, como Ayrton Senna e Guga.

Que venham muitos outros reconhecimentos para quem faz do dia-a-dia a confirmação da prova dos nove do Desenvolvimento Sustentável.

Sonia Araripe
Sônia Araripe é jornalista com 30 anos de experiência em várias redações, especializada em economia, finanças e seguros, diretora de Plurale em Revista e colaboradora quinzenal da coluna Sustentabilidade: Teoria e Prática, do site CNseg Sustentabilidade em Seguros
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