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setembro 15, 2012

Adriana Boscov

A presidente da Comissão de Sustentabilidade da CNseg cedeu essa entrevista pouco antes do evento “Princípios para Sustentabilidade em Seguros – Da Teoria para a Prática”

Solange BeatrizO encontro que ocorreu na quarta-feira, dia 05 de setembro, deu a chance de o mercado conhecer melhor os termos dos PSI e encaminhar, via grupos de trabalho, propostas para serem implementadas pelo mercado em prol do crescimento sustentável. Para a presidente da Comissão de Sustentabilidade, Adriana Boscov, foi a oportunidade do ouvir o mercado e estruturar a agenda de trabalho para a CNseg orientar o setor.

CNseg: Qual o principal objetivo desse encontro?

Adriana: O principal objetivo é divulgar os PSI (Princípios para Sustentabilidade em Seguros), lançados pela UNEP FI durante Rio+20, e , na parte da tarde do encontro, promover um workshop para coletar informações da Susep e dos stakeholders do mercado de seguros para saber como viabilizar a implantação desses princípios a partir do final desse ano e no decorrer de 2013.

CNseg: Avaliando os quatro princípios, e sua aspiração em contribuir para a sustentabilidade econômica, social e econômica, fica claro que alguns de seus propósitos são realizáveis a médio e longo prazos. O que pode sair do papel a curto prazo?

Adriana: A questão da comunicação, o Princípio 4, é o mais acessível, porque diz respeito a só reportar o que já fazem as empresas. Já o Princípio 2, o da cadeia de valor, é provavelmente o de implantação mais complexa, porque vamos ter de trabalhar e envolver todos os stakeholders- corretores de seguros, prestadores de serviços, resseguradores, órgãos reguladores, acionistas-, o que exigirá uma estratégia institucional e de cada empresa muito intensa.

CNseg: Espera-se uma adesão mais acelerada aos PSI após o encontro desta quarta?

Adriana: Acho que sim. Já há mais de 200 inscritos, superando a meta dos organizadores. Após o encontro, essas pessoas vão levar a questão dos princípios para suas empresas, discutir seus termos, favorecendo a adesão. Dentro da Comissão de Sustentabilidade da CNseg, também haverá um esforço para falar com as seguradoras que ainda não são signatárias, logo após a realização da conferência da UNEP FI programada para outubro.

CNseg: Olhando os termos dos PSI ou do aditivo do Protocolo Verde, conclui-se que o mercado segurador planeja assumir um papel de protagonismo na área do desenvolvimento sustentável. Pode se dizer que, na prática, o setor vai ser um grande regulador da sustentabilidade, ao beneficiar ou punir, via prêmios ou recusa de riscos, empresas mais ou menos alinhadas com o esforço de boas práticas sustentáveis?

Adriana: Acho que é ideia de punir ou recompensar empresas clientes mais ou menos alinhadas com práticas sustentáveis será realidade a muito longo prazo. Mas será, com certeza. Vale lembrar que os PSI nascem do PRI (Princípios de Investimento Responsável ), e mesmo eles ainda não conseguiram implementar integralmente o conceito de punir ou recompensar empresas. Mas, esse processo no mercado de seguros poderá ser um pouco mais rápido por englobarmos muitos dos fundos de previdência.

CNseg: Na condição de presidente da Comissão de Sustentabilidade, qual a importância desse encontro?

Adriana: A principal importância é poder ouvir as pessoas e montar uma agenda de trabalho, com estas contribuições, para apresentar à direção da CNseg, de forma que, na sequência, os projetos sejam implantados nas Federações a partir do próximo ano.

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