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maio 9, 2014

Lloyd’s e Casa Branca divulgam relatórios e enfatizam os impactos das mudanças climáticas

Setor de seguros é particularmente afetado e deve rever modelos de avaliação de catástrofes

As mudanças climáticas são reais e precisam ser levadas em consideração durante a elaboração dos modelos de avaliação de catástrofes. Esta é a conclusão de novo relatório publicado pelo Lloyd’s. O relatório “Modelos de Catástrofes e Mudanças Climáticas” afirma que, com a constatação da existência de variações climáticas e o efeito que elas causam no mundo, as empresas do setor de seguros e resseguros que fazem modelos de catástrofes precisam contemplar e considerar a existência de fatores como o aumento no nível dos mares e da temperatura nos modelos usados para medir e precificar esses riscos.

O relatório ressalta ainda que as modificações ocorridas no clima podem afetar de forma extrema possíveis eventos que, posteriormente, teriam impacto sobre os seguros a serem negociados no mercado. O aumento de 20 centímetros no nível do mar, causado pelo furacão Sandy, em 2012, aumentou a porcentagem de perdas em 30%, somente em Nova York. O relatório também constata que a frequência de fenômenos climáticos anormais na maioria das regiões do mundo, incluindo Europa, América do Norte, Ásia e Austrália, aumentou.

Segundo John Nelson, Chairman do Lloyd´s, a mudança climática é uma realidade e a maioria das pesquisas científicas conclui que tais mudanças são ocasionadas pela atividade humana. Ainda existe um debate na comunidade científica sobre a extensão dessas intervenções, mas as evidências já registradas apontam para uma escalada na força e na frequência desses eventos. Os modelos de catástrofe existentes são usados principalmente pelo setor de seguros e resseguros, mas também em outras indústrias para quantificar nossa compreensão da natureza e prever o impacto das condições meteorológicas. Precisamos ser capazes de modelar e entender melhor esses eventos para sermos capazes de atenuar os impactos que as alterações climáticas têm sobre as sociedades e os negócios.

Quem também se manifestou por meio de relatório esta semana a respeito das mudanças climáticas foi o governo dos Estados Unidos. Resultado de quatro anos de trabalho entre centenas de climatologistas e outros cientistas, o relatório americano pretende ser uma ferramenta pedagógica para ajudar os americanos a reagir ante as mudanças, afirmou a Casa Branca em um comunicado.

O inventário compila dados publicados anteriormente, em particular sobre o aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, a violência cada vez maior dos fenômenos meteorológicos e o aumento do nível dos oceanos que, caso medidas não sejam adotadas, provocarão a longo prazo a perda inexorável de áreas de baixa altitude como a Flórida ou o delta do Mississippi na Louisiana.

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