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julho 3, 2014

Presidente da Comissão de Sustentabilidade da CNseg destaca os novos passos unindo seguros e sustentabilidade. “Felizmente este é um caminho sem volta”, destaca

por Sônia Araripe

Um conjunto recente de ações confirma, na avaliação da presidente da Comissão de Sustentabilidade da CNseg, Adriana Boscov, que não há mais como dissociar seguros de sustentabilidade. “Felizmente este é um caminho sem volta”, resume Adriana, nesta entrevista exclusiva ao Portal CNseg.

Como parte deste conjunto de notícias relevantes, ela começa destacando o trabalho em torno da matriz de materialidade do setor de seguros. As entrevistas já começaram a ser realizadas pela consultoria Resultante com diretores e superintendentes da CNseg, FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde. Além disso também foi realizado um fórum de consulta para validação dos temas com representantes das seguradoras e federações. Este programa visa identificar as questões ambientais, sociais e de governança (ASG) com impactos mais relevantes na indústria de seguros.

Adriana Boscov lembra ainda a publicação da resolução 4.327 do Banco Central, que determina que todas as instituições financeiras devem implementar uma Política de Responsabilidade Socioambiental. As seguradoras não estão diretamente citadas, mas a regra se aplica a todas as “assets”, que são responsáveis pelos investimentos das seguradoras. E pode vir a ser uma tendência em futuro próximo para todo o mercado segurador.

Importante notar que esta norma – aplicada às instituições financeiras – é resultado de ampla consulta à sociedade, principalmente junto às empresas e associações de classe do setor. A audiência pública foi lançada em junho de 2012, na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20.

Também por ocasião da Rio +20 foi assinada a adesão aos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI). O objetivo dos PSI é promover a integração das questões ambientais, sociais e de governança (ASG) nas operações do mercado segurador, na cadeia de valor das seguradoras e nas relações com a sociedade. Os desdobramentos já estão em curso aqui no Brasil, com a realização de pesquisa junto a empresas do mercado, realização de seminários e a definição de metas pela CNseg para as seguradoras do mercado.

Outro tema muito comentado quando o assunto é a correlação entre seguros e sustentabilidade é a questão climática. Na avaliação de alguns especialistas ouvidos por esta coluna, o Brasil não chega a ser diretamente afetado neste tema, apenas em alguns grandes riscos industriais. Na área de seguro residencial, por exemplo, não há esta ligação e no caso da apólice de automóveis, a cobertura está prevista pela recente Circular da SUSEP sobre cobertura de riscos de enchentes e alagamentos.

No entanto, não há como fugir: este é um tema, sem dúvida, mais do que urgente aqui e no cenário global. A presidente da Comissão de Sustentabilidade da CNseg conta sobre o trabalho de consolidação de um banco de dados com o histórico de eventos climáticos extremos que será cruzado com as informações de sinistros das seguradoras. Este projeto já está em desenvolvimento e a meta é que até dezembro seja possível ter o banco de dados lançado para disponibilização das informações às seguradoras que incluírem seus dados de sinistros. Vários parceiros estão envolvidos no projeto, como o INPE, a USP e o Cemaden. O banco de dados ficará sob responsabilidade da Central de Serviços da CNseg.

Adriana frisa a relevância e magnitude do projeto. “Este é um projeto que beneficiará a todo o setor, pois os riscos estão cada vez maiores e impactarão seguradoras e resseguradoras”, explica.

Confirmando a relevância deste tema, a Geneva Association – renomada instituição de pesquisa na área de seguros e clima – divulgou, no fim de maio, Declaração de Riscos Climáticos, com a assinatura de 66 dirigentes das principais seguradoras do mundo, inclusive algumas brasileiras. Ninguém menos do que o ex- vice-presidente dos Estados Unidos e presidente da Generation Investment Management, o Nobel Al Gore, disse, na ocasião, que “a indústria de seguros tem, há muito tempo, tomado a iniciativa no combate aos riscos climáticos e, com esta Declaração, se compromete a fazer ainda mais”.

Enfim, por tudo isso, e ainda pelo o que está por vir, Adriana Boscov está confiante que o trabalho será intenso, mas que trará resultados positivos para o setor e a sociedade brasileira.

Sonia Araripe
Sônia Araripe é jornalista com 30 anos de experiência em várias redações, especializada em economia, finanças e seguros, diretora de Plurale em Revista e colaboradora quinzenal da coluna Sustentabilidade: Teoria e Prática, do site CNseg Sustentabilidade em Seguros
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