Relatório Risky Business aponta os riscos das mudanças climáticas para a economia americana

Home » Home, Mudanças Climáticas, Multmídia, Notícias » Relatório Risky Business aponta os riscos das mudanças climáticas para a economia americana

julho 16, 2014

Relatório Risky Business aponta os riscos das mudanças climáticas para a economia americana

O relatório “Risky Business: Os riscos econômicos das mudanças climáticas nos Estados Unidos”, produzido por um grupo que reúne, entre outros, o ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, três ex-secretários do Tesouro dos EUA e o investidor bilionário Tom Steyer, foi lançado no dia seguinte à divulgação de que maio de 2014 foi o mês mais quente no mundo desde o início dos registros das temperaturas globais, em 1880.

No mesmo mês de maio, em discurso na Academia Militar de West Point, o presidente Barack Obama afirmou que “combater as mudanças climáticas é tão importante para a segurança dos Estados Unidos quanto acabar com o terrorismo ou trabalhar para impedir que outros países obtenham armas nucleares.”

E demonstrando que sua fala não se trata apenas de retórica, no mês seguinte, a Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) divulgou o Plano de Energia Limpa, que atuará para a redução das emissões de carbono em 30% dos níveis de 2005 até o ano de 2030. O Plano pretende evitar as sombrias previsões da própria Agência de que, se nada for feito nesse período, aumentarão em seis mil as mortes prematuras e em até 150 mil os ataques de asmas em crianças.

Ainda de acordo com o relatório Risky Business, se continuarmos no caminho atual, em meados de 2050, propriedades costeiras cujo valor total podem chegar a US$ 106 bilhões, poderão já estar abaixo do nível do mar dos Estados Unidos. Para o ano de 2100, a previsão é de que o valor em propriedades submersas chegue a US$ 507 bilhões.

Em relação à agricultura, o relatório também não é animador, indicando que, no caminho atual, devido ao aumento do calor, a produção americana de produtos agrícolas como milho, soja, trigo e algodão pode diminuir em 14% até meados do século e em 42% até o fim do século.

O relatório americano aponta, ainda, que os dias com temperaturas acima de 35º no país triplicarão, aumentando a demanda por energia elétrica para ar condicionados, o que prejudicará a geração e a capacidade de transmissão e aumentará os custos finais para os consumidores. De acordo com o megainvestidor Tom Steyer, “quanto mais se esperar para enfrentar os riscos crescentes das alterações climáticas, mais ela vai custar.”

Felizmente, porém, a inatividade não é completa. Em setembro de 2013, por exemplo, um grupo de investidores internacionais com ativos de 3 trilhões de dólares, coordenados pela Ceres (www.ceres.org) e a iniciativa Carbon Tracker, com o apoio da Coalizão Global de Investidores sobre Mudanças Climáticas,  lançou a Carbon Asset Risk Initiative, um esforço coordenado para incentivar 45 das maiores empresas de combustíveis fósseis do mundo a enfrentar os riscos financeiros decorrentes das alterações climáticas.

Em setembro de 2014, ocorrerá a Cúpula do Clima do Secretário-Geral da ONU, prevista para criar uma dinâmica para um acordo climático global consistente em 2015, sendo uma excelente oportunidade para os grandes investidores internacionais demonstrarem que estão realmente comprometidos com o combate às mudanças climáticas.

texto baseado em reportagem do jornal inglês The Guardian

>> Baixe aqui a íntegra do relatório (em inglês)

Assista o vídeo de divulgação do Relatório;

Tags: , , , ,

Pin It

Notícias Relacionadas

Deixe uma resposta

« Anterior: Próximo »

Voltar ao topo