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julho 16, 2014

Pesquisa mostra a cidade ideal em mobilidade para brasileiros

Com a pergunta Qual a sua cidade ideal para se viver?, a Liberty Seguros entrevistou mais de 900 pessoas em sete capitais brasileiras para conhecer os anseios da população em termos de mobilidade urbana. De acordo com a gerente de Assuntos Corporativos, Karina Louzada, a pesquisa nasceu para criar um parâmetro de comparação entre a realidade atual e a cidade que as pessoas anseiam para o futuro. Atualmente, mais de 50% da população mundial vivem em centros urbanos. “No Brasil, 84% da população já estão nos grandes centros e, em seis anos, este índice deve ultrapassar a marca de 90%”. Este estudo faz parte do Projeto Sinal Livre, que é realizado em sete cidades sede da Copa do Mundo (Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba).

Considerando que o brasileiro está mais sensível a mudanças, apesar de ainda privilegiar o transporte individual por conta do conforto e da rapidez, a pesquisa enfocou alguns pontos considerados tendências mundiais, como a transição da sensação de posse para o acesso, enfocando o fenômeno de compartilhar bikes, carros etc; outra tendência é que os jovens já não mantém uma relação de necessidade de carros assim que chegam à idade adulta, preferindo meios alternativos; e também a preferência pela criação de um pequeno mundo em uma grande cidade, trabalhando próximo de casa, realizando compras no comércio de rua etc.

Outro destaque da pesquisa foram os entrevistados que migraram para um novo meio de transporte nos últimos cinco anos. 38% fizeram algum tipo de troca, sendo que, deste total, 54% trocaram o transporte público pelo particular (carro ou moto), 26% passaram para o transporte público e 17% declararam ter passado a andar a pé. O principal motivo dessa mudança, segundo os entrevistados, foi uma maior busca por conforto e rapidez.

Nesta pesquisa, segundo o superintendente de Pesquisa e Inovação da Liberty, José Mello, 48% dos entrevistados revelaram que querem viver com menos pessoas nas cidades; 75% das pessoas querem realizar suas compras no próprio bairro ou pela internet; 81% disserem que querem mais tempo ao ar livre e 93% gostariam de se locomover com transporte público, de bicicleta ou a pé. “Infelizmente, esta é uma realidade que ainda está longe de ser atingida, mas através dos números é possível pensar em ações para se aproximar deste ideal de vida”, ponderou Mello.

Em relação ao meio de transporte ideal para o futuro, apenas 7% dos respondentes declararam que prefeririam carros e motos como meio de transporte, dando prioridade a transportes públicos como ônibus, trens e metros (49%), seguido pelas bicicletas ou a pé (44%). “Estas aspirações se mostraram comuns em todas as classes sociais. É consenso entre os entrevistados que o tempo de deslocamento para o trabalho ou para as atividades de lazer seja reduzido drasticamente em relação aos parâmetros atuais”, comenta o superintendente em relação ao transporte preferido na cidade ideal.

Ainda na pesquisa, os entrevistados foram questionados a respeito do caminho para se chegar a uma cidade mais responsável no trânsito. 51% acreditam que a mudança deve vir das ações da própria população e 42% acham que é através do voto que as mudanças nos sistemas de mobilidade devem acontecer. Mello demonstrou em números que esta crença do Estado mais responsável pelas ações vêm de locais em que há maior necessidade de obras de infraestrutura. Em cidades como Curitiba, por exemplo, a população crê que suas ações são mais influentes do que o poder do voto.

“Os pesquisados falam que o meio mais tangível para melhorar a mobilidade urbana é através da educação e de regras e punições mais duras para os infratores”, completa Mello, acrescentando que outro ponto interessante sobre como podem ser dirigidas as ações futuras é que elas sejam feitas através do público feminino, que tem maior poder de sensibilização em relação às mudanças de comportamento.

Karina explica que o próximo passo do Projeto Sinal Livre será o aprofundamento das ações através dos corretores de seguros parceiros da seguradora, que podem atuar como multiplicadores dos conceitos educacionais do Projeto. O vice-presidente comercial da Liberty, Paulo Umeki, disse que a seguradora tem um foco muito forte em responsabilidade. “Por isso, queremos transmitir esses conceitos também em nossos produtos para que o cliente cumpra seu papel cidadão na sociedade”.

>> Leia o PDF com o resumo do Estudo

>> Visite o site do Projeto Sinal Livre e obtenha mais informações sobre a pesquisa

Matéria publicada originalmente na Revista Apólice

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