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julho 23, 2014

Criação de gado é responsável por 25% das emissões de gases do efeito estufa

Pesquisa realizada pela Universidade de Yale e o Instituto de Ciências Weizmann de Rehovot, em Israel, e publicada esta semana no periódico “Proceedings of the Natural Academy of Sciences” (PNAS), aponta os fortes impactos ambientais causados pela criação de gado para consumo de carne, comparados com outras fontes de proteínas.

>> Clique aqui para mais informações sobre a pesquisa 

Exigindo uma superfície 28 vezes maior do que a necessária para produzir carde de ave ou porco, laticínios ou ovos, a criação de gado também consome 11 vezes mais água, além de os bois eliminarem cinco vezes mais metano – gás ainda mais nocivo para o efeito estufa que o CO2. Em relação a essa questão, os cientistas afirmam que a criação de gado é responsável por 20% de todas as emissões de gases do efeito estufa, além de contribuirem para a contaminação de cursos d’água.

Mas se, apesar de todos os impactos, dificilmente os humanos interromperão o consumo de carne bovina, uma alternativa poderia ser a origem a carne produzida em laboratório, a partir de células tronco.

Em 2008, a ONG Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) anunciou que daria um prêmio de US$ 1 milhão para quem criasse um método de produzir carne in vitro, com gosto e aparência semelhante à original. E se o desafio ainda não foi totalmente cumprido, caminha-se a passos largos para isso.

Cientistas da Universidade Wageningen, na Holanda, trabalham no projeto e já fizeram, em 2013,uma degustação de seu hamburger feito em laboratório que, apesar de uma boa textura, ainda não é muito suculento e nem muito acessível economicamente. Mas o projeto conta com diversos entusiastas, entre eles, um dos fundadores do Google, Sergey Brin.

Veja o vídeo de lançamento (em inglês) do hamburger cultivado in vitro

Já os ambientalistas e ativistas dos direitos dos animais estão bem mais empolgados, lembrando que a carne cultivada em laboratório liberaria espaço na terra para outras culturas alimentares, além de todos os outros benefícios já citados.

E você, comeria uma carne desenvolvida em laboratório?

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