Sustentabilidade a serviço do negócio

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novembro 18, 2014

Sustentabilidade a serviço do negócio

Mesmo antes do lançamento dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), em 2012, já era visível o avanço das seguradoras com a integração das questões ASG (ambientais, sociais e de governança), cada vez mais presentes na agenda estratégica das organizações, gerando desenvolvimento para sociedade e promoção do crescimento dos negócios.

Por conta disso, a BB e Mapfre busca um modelo de atuação focado na gestão da sustentabilidade, que é revertido em produtos e serviços de seguro capazes de gerar, também, resultados financeiros significativos.

Além de contribuir com o desempenho financeiro do negócio, esse posicionamento também garantiu ao Grupo BB e Mapfre estar novamente entre as 61 empresas mais sustentáveis do país, segundo o Guia EXAME de Sustentabilidade 2014, o maior e mais respeitado levantamento sobre desenvolvimento sustentável do país, criado para identificar, avaliar e divulgar as melhores práticas de sustentabilidade adotadas pelas companhias no Brasil.

“Estar entre as organizações mais sustentáveis do Brasil fortalece o nosso posicionamento estratégico, que tem a sustentabilidade como um dos objetivos a ser alcançado, em benefício do negócio e da sociedade como um todo”, ressalta Fátima Lima, diretora de Sustentabilidade da seguradora.

Nesta entrevista, a executiva fala ao portal da CNseg sobre o impacto da sustentabilidade no processo de subscrição de riscos, o papel das seguradoras na disseminação de conceitos e indução de novas práticas e como o Grupo tem trabalhado a sustentabilidade como um tema-chave para o negócio e de engajamento da cadeia de valor.

1. Qual o impacto da sustentabilidade na subscrição de riscos?

Estamos vivendo, há algum tempo, profundas mudanças socioambientais que impactam os mais variados segmentos. De um lado, temos a sociedade e o meio ambiente com os seus impactos associados a uma série de fatores como o crescimento populacional, a intensificação da urbanização, a pressão sobre os recursos naturais, a crise energética e o aquecimento global decorrente do aumento nas emissões.

De outro, temos o ambiente de negócios com seus impactos na demanda, na utilização de recursos naturais, nos custos e riscos envolvidos, que ampliam a corresponsabilidade do nosso negócio. Um exemplo nesse sentido é o impacto da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos que, embora pareça distante, afeta diretamente o setor de seguros e toda a sua cadeia de valor, em busca de uma interação mais intensa com a sociedade.

Juntos, esses aspectos geram novas demandas por parte da sociedade e as empresas precisam estar atentas e antenadas a esse cenário para considerar cada um desses temas no contexto de sua estratégia, compreendendo e sistematizando novos fatores de risco, em busca do aprimoramento dos processos de subscrição.

Resumindo, com o aumento da exposição do negócio aos riscos ASG, o correto dimensionamento das perdas decorrentes desses riscos passa a ser fundamental para o bom desempenho de modelos de análise e subscrição.

2. Qual o papel das seguradoras na indução a novas práticas de negócio?

O papel das seguradoras é compreender os novos fatores de risco pois a complexidade por setor econômico é muito grande. Aprimorar o processo de subscrição é um exercício contínuo de ampliar a mente para novos modelos de negócio, incentivando todos os integrantes da cadeia de valor a seguirem o mesmo caminho.

A expectativa é que, no futuro, esse posicionamento, esse olhar mais apurado e abrangente possa levar a dados históricos de fatores de risco que contribuam positivamente na análise e construção de modelos de precificação. Ou seja, a partir de uma análise dos sinistros relevantes ocorridos e sua relação com o desempenho de sustentabilidade, será possível subscrever de forma diferenciada.

3. Já houve casos de recusa de seguros por conta de problemas em relação à sustentabilidade?

Não registramos nenhuma recusa por esse motivo, até porque a ideia não é recusar e, sim, auxiliar os parceiros no aperfeiçoamento de seus negócios em linha com a nossa visão de futuro.

Para isso, estamos avançando no diálogo interno com as unidades de negócio, com o objetivo de discutir e definir meios efetivos para o gerenciamento de riscos e sistemas de proteção. Temos consciência da importância das questões ASG para o sucesso do negócio. Por isso, contamos com um plano de melhorias para incluir a análise do risco a partir de outras lentes, com temas de impacto em fatores como autorizações, multas, infrações, terrenos contaminados, certificações, reputação da empresa, acidentes, reclamações, crimes, etc.

Além disso, implantamos uma série de iniciativas como a Política de Relacionamento com Fornecedores, que passa a contar com critérios sustentáveis para a contratação de serviços e compra de materiais, proporcionando o alinhamento de valores em toda a cadeia.

4. Que outras preocupações em relação à sustentabilidade o GRUPO BB E MAPFRE adota na operação do dia a dia?

A sustentabilidade faz parte da estratégia de negócios do Grupo BB e Mapfre, que adota um modelo de gestão da sustentabilidade focado no desenvolvimento de uma cultura socioambiental que protege e, ao mesmo tempo, gera valor para o meio ambiente, para a sociedade brasileira e para o negócio.

Na prática, nossa atuação é direcionada para a gestão da sustentabilidade aplicada à estratégia institucional e a gestão da sustentabilidade aplicada ao negócio. Esse modelo é compartilhado com todas as unidades de negócios, que possuem um projeto, produto ou negócio ligado à sustentabilidade, com objetivos de curto e longo prazo.

Esse posicionamento mostra que para estar entre as empresas mais sustentáveis do Brasil, não basta promover ações pontuais. É preciso que a sustentabilidade faça parte da estratégia e leve em consideração o impacto do negócio nos diversos capitais a ele associados: capital natural, intelectual, social, ambiental, etc. Outro fator-chave para que a empresa consolide a sustentabilidade em seu negócio é trabalhar a cadeia de valor, disseminando informações e investindo sempre em inovações para que o negócio se perpetue.

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