Dia Mundial do Meio Ambiente: vitórias e preocupações

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junho 2, 2015

Dia Mundial do Meio Ambiente: vitórias e preocupações

Datas comemorativas servem principalmente para reflexão. O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, pela relevância do tema, merece este momento reflexivo. Algumas notícias e estudos recentes alertam para riscos e para a rota perigosa da atual trajetória. Mas, como parte do contraditório, há também notícias, senão alvissareiras, ao menos, confirmando que nem tudo está perdido.

Na questão climática, os indicadores em diferentes países mostram dados alarmantes. Secas, inundações e fenômenos extremos têm sido vistos cada vez com maior frequência. Em dezembro haverá nova rodada de negociações, a COP 21, e as atenções estão voltadas para os preparativos. Esta semana, representantes franceses afirmaram que desejam um pré-acordo sobre o clima em outubro, de acordo com anúncio feito pelo ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, na abertura de uma sessão de negociações em Bonn (Alemanha), preparatória para a conferência de dezembro em Paris.

Se tudo der certo, o futuro Acordo de Paris está previsto para entrar em vigor a partir de 2020 e deve estabelecer um marco para a luta contra o aquecimento global com o objetivo de limitá-lo a dois graus centígrados. Porém, antes disso, serão necessárias intensas rodadas de negociações diplomáticas para procurar avançar. A Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, conversou com exclusividade com esta colunista e um grupo de jornalistas especializados sobre o tema em Brasília. Reconduzida ao cargo para mais um mandato, a Ministra falou sobre a questão do clima e vários outros assuntos, como desmatamento, conservação e água.

Segundo a Ministra, neste ano de muitos desafios ambientais internos, o Brasil tem ainda de enfrentar a renovação do acordo climático global, em dezembro, na COP 21 que será realizada em Paris, e ainda trabalhar para que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS), que deverão substituir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) sejam realmente relevantes para apoiar a transformação do modelo econômico e de desenvolvimento, não apenas do Brasil, mas globalmente.

Especialistas na questão climática, reunidos no Observatório do Clima, estão atentos às negociações. Advertiram em carta aberta para os riscos destas rodadas, alertando que os negociadores do Governo brasileiro precisam evitar que as boas propostas apresentadas pelo Brasil à Convenção do Clima das Nações Unidas tornem-se armadilhas à negociação. De acordo com André Ferretti, gerente de estratégias da conservação da Fundação Grupo Boticário e coordenador-geral do OC, o mundo não tem mais tempo para um novo fracasso como o da COP15, em 2009. “Em Copenhague, finalizamos as discussões globais sobre clima sem metas concretas de redução de gases de efeito estufa. Agora, o estabelecimento de um acordo internacional relacionado à questão climática é uma necessidade urgente”, explica. “Obter novos resultados de significância mundial só será possível com a adoção de novas posturas por parte dos países, a partir movimentações políticas que representem o real desejo de mudança.” São lances de um xadrez diplomático que ainda está em pleno andamento do jogo.

Um estudo da respeitada Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou o que já era possível perceber em grandes cidades: a poluição está avançando a níveis assustadores. Mais de 8 milhões de pessoas morrem anualmente por causa da poluição do ar. No Brasil, um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo para o Instituto Saúde e Cidadania, mostra que a poluição atmosférica será a causa de 250 mil mortes nos próximos 15 anos, 25% delas somente na cidade de São Paulo. O impacto para a saúde é direto. Índia e China disputam o primeiro lugar neste ranking de cidades mais poluídas do mundo.

Mas se tudo parece perdido, há sinais claros de que tamanha urgência na crise tem acelerado a busca por soluções. Governos, empresas e sociedade civil estão empenhados em trabalhar intensamente por ações que viabilizem a chamada migração para a economia de baixo carbono. Estudos, projetos e ações já em curso indicam que há sim luz no fim do túnel e não é o trem. Conservação da natureza, biocombustíveis, nanotecnologia e várias áreas de estudo estão envolvidas com a busca por inovações. Na área de seguros, estas ações podem concorrer à nova Edição – a Quinta- do Prêmio Antonio Carlos Almeida Braga em Seguros: as inscrições vão até 30 de setembro. A premiação, criada em 2011, busca estimular e reconhecer os trabalhos que contribuem para a inovação no mercado de seguros.
No campo da vida pessoal, também borbulham iniciativas criativas para reaproveitar a água, reciclar o lixo e reduzir o desperdício. Cada um pode dar sua contribuição por um Planeta mais harmônico e menos desigual.

Sonia Araripe
Sônia Araripe é jornalista com 30 anos de experiência em várias redações, especializada em economia, finanças e seguros, diretora de Plurale em Revista e colaboradora quinzenal da coluna Sustentabilidade: Teoria e Prática, do site CNseg Sustentabilidade em Seguros.

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