Comissão de Sustentabilidade incorpora Inovação ao seu nome

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fevereiro 2, 2016

Comissão de Sustentabilidade incorpora Inovação ao seu nome

Diretora de Sustentabilidade do Grupo Segurador BB Mapfre e, há quase um ano à frente da Comissão da CNseg de Sustentabilidade – que agora acrescenta a palavra Inovação a seu nome – Maria de Fátima Mendes de Lima fala, em entrevista ao Portal CNseg, deste e de outros temas relacionados à sua gestão e à sustentabilidade e inovação. Confira.

O que motivou a mudança – aprovada em 21/01 pelo Conselho Diretor da CNseg – do nome da Comissão de Sustentabilidade para Comissão de Sustentabilidade e Inovação?

A alteração do nome para Comissão de Sustentabilidade e Inovação foi motivada pelas demandas de um novo cenário de constantes mudanças, onde as questões ASG (Ambientais, Sociais e de Governança), bem como o entendimento de riscos e oportunidades emergentes, devem ser considerados como elementos importantes para a inovação, modernização de processos e desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Essa nova nomenclatura adotada pela Comissão simboliza um passo importante do trabalho que está sendo desenvolvido para que o setor de seguros possa compreender e se antecipar à dinâmica e às mudanças ASG, criando as condições adequadas para a sustentabilidade do próprio setor.

E como a Comissão é um fórum multidisciplinar, reuniremos profissionais e especialistas das áreas de sustentabilidade e inovação para promover a sinergia de conceitos e ferramentas, bem como a construção de um ambiente propício ao conhecimento e aprofundamento dessas questões, com o objetivo final de gerar valor para a sociedade, para os consumidores de seguros e para todos os envolvidos.

A lógica e o funcionamento da Comissão estão alinhados ao processo de “inovação orientada pela sustentabilidade”, apresentado recentemente em um texto publicado pela MIT Sloan Management Review.

As características centrais desse processo são bem interessantes, e empresas de todos os setores têm o potencial de aplicá-lo. De forma bem resumida, basta entender que produtos e serviços não devem ser desenvolvidos de maneira fragmentada ou isolada, mas que devemos considerar o leque de fatores socioambientais externos e garantir a participação de múltiplos stakeholders.

A Comissão publicou recentemente seu Mapa e Planejamento Estratégico com as ações a serem desenvolvidas no ciclo 2016-2018. Quais são as questões ASG mais relevantes e prioritárias identificadas?

Para viabilizar a integração das questões ASG, a Comissão de Sustentabilidade desenvolveu um mapa e um planejamento estratégico que apresentam as ações a serem desenvolvidas no ciclo 2016-2018.

A construção desse trabalho foi realizada dentro da metodologia BSC (Balanced ScoreCard) e, como resultado, temos um material robusto que propõe objetivos estratégicos e ações para endereçar os temas ASG mais relevantes para o setor.

Entre os principais objetivos estabelecidos estão: o fomento do diálogo para integração das questões ASG na agenda setorial; a promoção de pesquisas e estudos setoriais que ofereçam informações relevantes sobre a análise de impactos ASG; o aprimoramento das ferramentas de accountability da Comissão e do setor e, por fim, o desenvolvimento das lideranças empresariais – sempre considerando as questões ASG como vetor para a inovação e a perenidade do setor.

Quais serão as principais ações a serem desenvolvidas pela Comissão no período?

O principal desafio da Comissão para o ciclo 2016-2018 é promover o amadurecimento setorial, a partir da integração efetiva da sustentabilidade nas atividades empresariais.

Isso significa que os nossos esforços estarão direcionados para garantir que os aspectos ASG sejam cada vez mais considerados na gestão de riscos e na identificação de oportunidades que atendam os anseios do consumidor de seguros, garantindo a disseminação de conhecimento relevante e o engajamento dos públicos-chave.

Nesse sentido, cabe mencionar como exemplos de ações concretas a serem desenvolvidas pela Comissão: o levantamento de estudos de impactos ASG no setor de seguros; o diagnóstico das práticas de seguradoras de acordo com as diretrizes ASG; a reformulação do relatório setorial da CNseg e a promoção de iniciativas estruturadas de educação financeira.

Importante lembrar que nossos esforços e as ações propostas têm como fundamento as diretrizes estabelecidas pelos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), dos quais a CNseg é uma instituição apoiadora desde 2012.

Como você avalia o atual nível de integração das questões ASG nos modelos de negócios, nos processos e no desenvolvimento de novos produtos, serviços e assistências do setor segurador brasileiro?

A sustentabilidade já faz parte da estratégia das seguradoras. O desafio agora é acompanhar os novos cenários de riscos e tendências globais, sejam eles de caráter social, geopolítico, tecnológico, de governança, entre outros.

As seguradoras, com sua capacidade de antecipação e prevenção, precisam saber identificar e lidar com esses cenários de maneira muito dinâmica, avaliando constantemente os impactos de forma antecipada e aumentando a resiliência das operações.

A CNseg, atenta a essa dinâmica, foi uma das primeiras instituições a divulgar setorialmente o Global Risks Report 2016, relatório que é coordenado e divulgado anualmente pelo Fórum Econômico Mundial.

Em sua 11ª edição, o relatório apontou a falha na mitigação e adaptação às alterações climáticas como o risco de maior impacto potencial, ocupando o topo do ranking das preocupações globais.

Como você avalia o atual nível de adesão e engajamento das empresas do setor aos PSI?

Uma das prioridades do setor hoje é garantir que as questões abordadas nos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) sejam introduzidas na estratégia das empresas.

Para ilustrar o nível de adesão do setor aos PSI podemos usar como exemplo as quatro metas de sustentabilidade para o mercado brasileiro, definidas de maneira pioneira pela CNseg.

De acordo com o levantamento feito em 2014 para verificar a evolução dessas metas entre 20 empresas que representam 80% do setor de seguros nacional, os resultados foram muito positivos: três das quatro metas foram plenamente alcançadas antes do prazo estipulado.

Esses resultados já são muito satisfatórios e comprovam o comprometimento das companhias de seguros brasileiras, que integram os aspectos ASG em sua política de subscrição de riscos e em seus programas de engajamento para os corretores, além de estarem comprometidas com a publicação dessas iniciativas em seus relatórios.

No entanto, entendemos que a adesão e o engajamento das empresas fazem parte de um processo contínuo. Por isso, em 2016, a Comissão de Sustentabilidade e Inovação irá propor um aumento de 20% para cada uma das metas e realizará um diagnóstico mais profundo dos diferentes níveis de integração dos aspectos ASG por parte das seguradoras.

Essa proposta de aprimoramento das metas será encaminhada à consideração do Conselho Diretor da CNseg e, posteriormente, divulgada setorialmente.

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