Como o sistema financeiro lida com os riscos ambientais emergentes?

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fevereiro 16, 2016

Como o sistema financeiro lida com os riscos ambientais emergentes?

O Grupo de Estudo de Finanças Verde do G-20 (grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia) está realizando uma pesquisa a fim de montar um inventário das abordagens de incorporação efetiva de riscos ambientais emergentes em tomada de decisões financeiras.

Ciente relevância do projeto, a CNseg solicitou aos representantes das seguradoras participantes de sua Comissão de Sustentabilidade que respondam o questionário até o dia 18 de fevereiro, para que possa ser encaminhado em tempo hábil ao Grupo de Trabalho de Catástrofes Naturais da GFIA (Global Federation of Insurance Associations), responsável por receber todas as contribuições da indústria de seguros internacional e encaminhá-las ao Grupo de Estudo de Finanças Verde do G-20.

Apesar do entendimento pacificado de que a gestão de risco é fundamental para o funcionamento efetivo do sistema financeiro, existe uma percepção crescente de que abordagens tradicionais para incorporar fatores ambientais em sistemas de gestão de risco são insuficientes em face do incremento das ameaças ambientais, bem como dos esforços para mitiga-las.

Potenciais desafios conflituosos incluem a deterioração das condições ambientais, mudanças de expectativas do mercado, avanços tecnológicos e exigências de políticas ambientais mais rígidas. Uma gama de ferramentas e práticas estão sendo desenvolvidas nos principais nichos financeiros a fim de obter uma melhor compreensão sobre as implicações financeiras dos riscos ambientais, cada vez mais complexos, incertos e de natureza interligada. Estes desafios são comuns em nichos financeiros importantes, tais como serviços bancários, mercados de capitais, de seguros e de investimento, e cobrem um espectro de questões ambientais, tais como a poluição do ar, riscos naturais e estresse hídrico, bem como os esforços para resolvê-los.

A pesquisa em questão procura identificar barreiras para uma efetiva incorporação dos riscos ambientais emergentes, aprender lições de evolução das práticas e rever opções, conceitos e potenciais metodologias para um desenvolvimento futuro.

O escopo desta pesquisa inclui três componentes principais:

  1. Uma revisão da literatura especializada disponível
  2. Um convite aberto para os membros do G20 e do setor financeiro (distribuído via associações da indústria) para apresentar exemplos de práticas em voga
  3. Uma análise mais profunda de um subconjunto de exemplos de todo o mundo, incluindo através de entrevistas.

Entre as perguntas presentes no questionário – cujas respostas serão tratadas de forma confidencial e anônima – estão:

  1. Quais os riscos ambientais críticos e emergentes que sua organização está focada a partir de uma perspectiva financeira, e por quê?
  2. Qual experiência foi desenvolvida utilizando cenários e outros mecanismos para melhor compreensão dos riscos?
  3. Descreva de que maneira prática a experiência prévia na área influenciou na tomada de decisões.
  4. Quais são os desafios mais importantes encontrados, que, se forem dirigidos, poderiam melhorar o modo como riscos ambientais emergentes são incorporados na tomada de decisão financeira?
  5. Quais são outros exemplos de liderança prática e expertise na área dos quais sua organização está ciente?

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