JPMorgan Chase & Co. tornou-se o mais recente grande banco a desincentivar o uso do carvão

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março 17, 2016

JPMorgan Chase & Co. tornou-se o mais recente grande banco a desincentivar o uso do carvão

O banco de Nova York deixará de financiar novas minas de carvão no mundo inteiro e colocará um fim ao apoio a novas usinas de carvão sendo construídas por países desenvolvidos da Organização de Cooperação e Desenvolvimento da Economia, informou o JPMorgan em declaração em seu site.

O JPMorgan está se juntando a uma lista crescente de instituições financeiras, incluindo Bank of America Corp., Citigroup Inc., Morgan Stanley e Wells Fargo & Co.,que prometeram cessar o apoio a projetos ligados ao carvão. Todos fazem parte de uma campanha ampla de desinvestimento conduzida por grupos ambientais, incluindo Rainforest Action Network, baseado em São Francisco, que procuram mudar a economia do planeta para além dos combustíveis fosseis.

“Nós acreditamos que o setor de serviços financeiros tem uma importante função de fazer com que o governo programe politicas de combate às mudanças climáticas.”, declarou no documento o JPMorgan.

A Associação Nacional de Mineração, que representa os produtores de carvão, incluindo Peabody Energy Corp. and Arch Coal Inc., chamou as mudanças do JPMorgan de um “gesto não heroico”, dadas condições desafiadoras do mercado para todo combustíveis fósseis. “O banco fez suas apostas em projetos de financiamento em países em desenvolvimento, porque, como não é uma surpresa, é onde está acontecendo o crescimento e onde ele permanecerá”, disse por e-mail o porta voz do grupo, Luke Popovich.

A campanha de desinvestimento proporciona mais um golpe para uma indústria que já se encontra em dificuldades, estando em sua pior recessão em décadas. O carvão está ameaçado pelo gás natural barato, que rouba sua quota de mercado, por padrões de emissões mais duras e pela desaceleração da demanda mundial. O mercado combinado de capitalização para minas de carvão, desde 2011, despencou de 74.4 bilhões de dólares para menos de 7 bilhões de dólares, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Fora dos países ricos, o JPMorgan apoiará apenas usinas de energia movidas á carvão que empregam tecnologia de ponta, que é mais eficiente que os sistemas convencionais. O banco considerará “caso-por-caso” as usinas de carvão que capturam emissões de dióxido de carbono e previnem que elas sejam liberadas para a atmosfera.

Exposição de Crédito

O JPMorgan também planeja diminuir a exposição de crédito no “médio termo” para companhias que geram a maior parte de suas receitas de mineração e venda de carvão. O banco disse que espera que seus negócios reflitam o “declínio do carvão como fonte de energia”.

O JPMorgan atualizou sua política na sexta-feira. Na versão de 2013 da declaração, o banco afirmou que reduziria sua exposição a empresas que se dedicam a “mineração em cumes” do Apalache.

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