Contribuição da GFIA sobre tecnologia e inovação no setor de seguros

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outubro 24, 2016

Contribuição da GFIA sobre tecnologia e inovação no setor de seguros

Tecnologia e inovação no setor de seguros 

Com a era digital mudando a natureza do comércio, as seguradoras estão reagindo, aproveitando tecnologias inovadoras e criando processos centrados no cliente. Os destaques listados abaixo são dos membros do Canadá, Nova Zelândia e Itália da Federação Global das Associações de Seguros (GFIA, na sigla em inglês).

  • Economia colaborativa

As seguradoras na Nova Zelândia estão apoiando a economia colaborativa por meio do fornecimento de cobertura para Empresas de Redes de Transporte (TNC, na sigla em inglês), como a Uber.

A cobertura é vendida como híbrida (intuito comercial e particular) e , portanto, é necessário utilizar tecnologia para monitorar quando os ativos estão sendo utilizados para uso privado ou comercial. Isto é, em parte, devido ao fato de que a regulação não acompanhou o ritmo de mudança da natureza do negócio, pois não existe um marco regulatório neozelandês para seguros em uma economia colaborativa.

As seguradoras canadenses estão respondendo de forma semelhante, oferecendo produtos para consumidores e empresas envolvidas em atividades de economia colaborativa. A indústria como um todo está trabalhando com os legisladores em todo o país para elaborarem disposições legislativas e regulatórias que irão incorporar a economia colaborativa no âmbito do seguro. Da partilha de carro ao transporte compartilhado, a indústria vê a nova forma de fazer negócio como uma oportunidade.

  • Telemáticas/Tecnologias Black Box

A telemática de seguros – também conhecida como o seguro baseado no uso (UBI, na sigla em inglês) ou “Pay-as-you-drive” – representa uma mudança na forma de como o seguro é administrado e como os prêmios são calculados. No Canadá, a telemática foi usada pela primeira vez para o seguro de automóvel em 2013 e desde então tem crescido para ser incluída em uma série de produtos das seguradoras.

Na Itália, as apólices de “caixa preta” em 2014 foram 14% do total de responsabilidade civil para automóvel (RCA) (10% em 2013), apesar de terem sido oferecidos por apenas algumas seguradoras. Essas ferramentas também têm um papel na prevenção, porque os motoristas que estão conscientes da sua condução são levados a corrigirem suas condutas a fim de manterem as condições da apólice favoráveis. Há também o efeito de redução da fraude e do roubo de carros, e, em alguns casos, a prestação de assistência de emergência para aqueles que precisam dela. São perceptíveis os efeitos positivos em termos de uma redução nos sinistros e em uma menor incidência de danos físicos, criando benefícios não só para o sistema de seguros, mas também para a sociedade em geral.

  • Seguro virtual

A cobertura de seguro virtual está disponível para proteger as empresas contra perdas de negócios devido à interrupção de rede e de responsabilidade decorrentes de falhas de segurança de dados. Várias seguradoras no Canadá têm atendido à demanda pelo produto, oferecendo apólices inovadoras de responsabilidade virtual.

  • Comunicações digitalizadas e Big Data

As seguradoras canadenses estão tomando a iniciativa na busca de formas inovadoras de comunicar informações importantes para os consumidores por meio de sites e mídias sociais. Elas oferecem aplicativos que permitem que os clientes acessem informações sobre apólices e sinistros de seus smartphones. O setor também está pressionando os reguladores a aliviar as regras para fornecer aos passageiros comprovante eletrônico de seguro de automóvel em vez de cópias em papel.

Da mesma forma, a telemática em veículos automobilísticos está sendo utilizada para monitorar o comportamento da condução através de aplicativos móveis, podendo recompensar a boa condução com prêmios mais baixos e alertar os motoristas para as más condições de comportamento. As seguradoras na Nova Zelândia estão se unindo com empresas de software de contabilidade baseadas em nuvem para habilitar, com permissão do cliente, análise das finanças, e assim fornecer cotações on-line de property e responsabilidade civil.

  • Veículos automatizados

O governo da Nova Zelândia já está investindo para a introdução de veículos automatizados. Para os fabricantes, a Nova Zelândia será um país atraente para um piloto. Em primeiro lugar, a política de acidentes culposos remove todas as reivindicações legais decorrentes de lesões corporais. Em segundo lugar, devido ao tamanho relativamente pequeno e a topologia desafiadora da Nova Zelândia, a tecnologia poderá ser testada em todos os níveis. Em terceiro lugar, um piloto em um país ocidental com acompanhamento governamental do quadro regulamentar irá fornecer um bom benchmarking a ser considerado em outros países.

No Canadá, os argumentos para um piloto são parecidos, mas o governo tem sido menos ativo em incentivar a sua adaptação até o momento. As companhias de seguro estão monitorando ativamente essa possibilidade.

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