Desafios e oportunidades em 2017

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dezembro 22, 2016

Desafios e oportunidades em 2017

Em recente palestra à qual tive o privilégio de acompanhar, o jogador de vôlei, campeão mundial, referência neste esporte, Giovane Gávio, deu dicas preciosas para jovens aprendizes de cursos profissionalizantes em busca de oportunidades de emprego. Em meio ao frisson e nervosismo dos aspirantes à uma premiação, os jovens fizeram silêncio para ouvir o que o craque tinha a dizer.

“Não há problemas e sim desafios a serem enfrentados. Pensem nisso”, destacou. O hoje técnico do time de vôlei do SESC-Rio também frisou para a garotada que não são apenas as lições bem-sucedidas que nos ensinam lições. Ele contou que a principal lição da vida foi ao não ter um contrato como jogador renovado. “Precisei me reinventar, estudar muito, fazer Faculdade, aprender a ser não mais apenas um jogador, mas um profissional gabaritado para ser técnico e palestrante. Venci e hoje posso contar esta história para vocês”, lembrou Giovane. Foi aplaudido de pé pela turma que concorreu no Talentos 2016.

Aproveito esta metáfora para falar sobre 2016 e o ano que está chegando, 2017. Definitivamente, não foi fácil ultrapassar os problemas – melhor, os desafios – de 2016. Foram muitos: tanto no cenário internacional, como nacional. No global e no local. Guerras, conflitos, instabilidades política e econômica, catástrofes naturais, acidentes, ausências, crises e tudo mais que uma retrospectiva garante horas de fatos e imagens marcantes.

Os desafios serão novamente gigantescos não só nos esforços, como também nas suas repercussões. No cenário internacional, apenas para apontar alguns, temos as dúvidas sobre a posse de Donald Trump e o seu estilo de governo, o impacto da crise da Síria, a crise dos refugiados, a busca pelo cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, a pressão da questão climática, o tema dos combustíveis e por aí vai. No quadro nacional, o enfrentamento da crise em estados e municípios; a questão da retomada do crescimento; a Reforma previdenciária; a pauta do Legislativo; o enfrentamento entre os poderes e por aí seguem. Não há dúvidas que 2017 não promete ser um ano tranquilo. Mas, justamente pelos desafios, exigirá trabalho reforçado.

O mercado segurador – refletindo o comportamento macro da economia – também sentiu os efeitos destes movimentos. Como reconheceu o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, em recente evento da entrega do Prêmio Antonio Carlos Almeida Braga, o ano de 2016 foi de extrema dificuldade para o País (“em todas as dimensões: na econômica, na política, na social, e, sobretudo, na ética”), afetando o desempenho do setor segurador.

Mas, do limão, a limonada. O presidente da CNseg destacou as ações do Governo Federal, do Legislativo e da Susep no campo regulatório no sentido de incentivar e dar fôlego à economia. Frisando o que chamou de “resiliência” do mercado segurador.

“A despeito do cenário macroeconômico de grande incerteza, nosso setor de seguros teve desempenho bem acima da média dos demais setores de atividades. Em 2015, tivemos crescimento de 11,6%, no primeiro trimestre de 2016 ficamos assustados com o fraquíssimo aumento de 3,6%, mas nos trimestres seguintes recuperamos o fôlego, alcançando um crescimento de 8% até outubro”, assinalou ele, lembrando que a expansão foi ainda maior em algumas modalidades, como o seguro de Vida Individual, o VGBL, Residencial, Garantia e Rural, por exemplo.

O próprio resultado da 6ª Edição do Prêmio de Inovação em Seguros é um sinal claríssimo do caminho a ser trilhado. Inovação em várias práticas e processos levaram representantes do mercado de seguros ao palco para serem aplaudidos e agraciados com troféus e prêmios. Pela inovação, sem dúvida, passa o caminho do enfrentamento dos desafios de 2017.

Também pelo consenso e pela boa escuta. Não há atalhos nesta busca pela migração para uma economia mais inclusiva, justa e de baixo carbono. Estou certa que o mercado segurador – que já desemprenha um trabalho relevante – terá um papel ainda mais decisivo nesta mudança de paradigmas. Sou do tempo que as palavras – e os melhores conceitos – têm força. Governança, como destacamos em recente artigo publicado do economista Luiz Fernando Bello, é essencial. Também o propósito, um tema que necessita do engajamento verdadeiro das empresas, pessoas e instituições. Mas se, me permitem eleger, um grande tema-âncora irá permear todo o ano: a ética. Nunca a ética foi tão essencial e relevante.

Com este artigo, me despeço da honrosa missão de dialogar sobre Sustentabilidade/Seguros e Economia nesta coluna. Foram quatro gloriosos anos. Agradeço imensamente a oportunidade e a audiência. Feliz 2017, na trilha da sustentabilidade!

Sonia Araripe
Sônia Araripe é jornalista com 30 anos de experiência em várias redações, especializada em economia, finanças e seguros, diretora de Plurale em Revista e colaboradora quinzenal da coluna Sustentabilidade: Teoria e Prática, do site CNseg Sustentabilidade em Seguros.

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