Home » Notícias » Expansão de Seguros em Mercados emergentes é discutida no 48º Seminário Anual do IIS

junho 19, 2012

Expansão de Seguros em Mercados emergentes é discutida no 48º Seminário Anual do IIS

A evolução do mercado de seguros em países emergentes foi um dos temas debatidos no primeiro dia do 48º Seminário Anual do IIS (International Insurance Society), que tem a CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) como anfitriã no Brasil. O evento reúne 300 pessoas de todo o mundo, no Hotel Sofitel, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

O painel sobre “Liderança global: desafios do seguro: sustentabilidade e inovação nos mercados emergentes” reuniu líderes mundiais como o presidente da International Advisory Council, Norman Sorensen, o CEO da seguradora francesa SCOR, Denis Kessler, o presidente da SulAmérica, Patrick de Larragoiti, o CEO do XL Group, Michael McGavick, e o presidente da China Pacific Property Insurance, Zongmin Wu.

Reconhecido como o mais consolidado dos mercados seguradores da América Latina, o Brasil apresentou crescimento de 14,4% nas operações de seguro em 2011, superando a previsão inicial de 12% para o ano. Para Patrick de Larragoiti, da SulAmérica, o crescimento do setor se dá não só por conta do tamanho da população, mas pelo peso da economia brasileira no mundo. “A participação das empresas estrangeiras no setor securitário tem crescido, mas a atuação das empresas nacionais ainda é predominante: representa 62%. Até 2016, o patamar de representação do mercado de seguros no PIB, que hoje é de 3,5%, chegará a 4%”, disse o executivo.

Denis Kessler, CEO da SCOR, também destacou o potencial de consumo em economias emergentes, que têm impulsionado o desenvolvimento de seguros em todo o mundo. “O poder de compra de consumidores em países emergentes representa 49% em relação ao resto do mundo. Segundo dados do Sigma Report, os mercados emergentes de seguros representam menos de 15% dos prêmios de seguros. Em todo o mundo, os prêmios de seguro de Vida representam 14%, e o restante do setor, 16%”, explicou.

Os mercados emergentes reservam desafios específicos para as resseguradoras. Muitas vezes, segundo Kessler, os riscos não são confiáveis e a exposição às catástrofes são grandes. “No Brasil, por exemplo, existe baixo risco de catástrofe em contraste com outros países da América Latina. No entanto, em 2012, enchentes e deslizamentos de terra não foram incomuns. Há um aumento dos índices desse tipo de ocorrência e seu agravamento”, afirmou.

Além do Brasil, a Rússia também apresenta contrastes entre o risco e a realidade. Em 2010, uma forte onda de calor, a mais forte dos últimos mil anos, afetou o país, dobrando a mortalidade e triplicando a poluição. Desde 1989, a Índia, que possui mais de 20 cidades com população acima de um milhão de habitantes, registrou 21 eventos catastróficos.

Zongmin Wu, da China, ressaltou a importância dos seguros para o planejamento financeiro dos consumidores. “Os seguros são cada vez mais importantes para melhorar e proteger a vida das pessoas. Apoiar o consumo é uma das principais forças de gestão social. A governança corporativa ajuda as empresas de seguros a melhorarem sua estratégia de gestão”, contou o executivo.

Segundo os especialistas do painel, a penetração dos seguros deve ser avaliada pela cobertura da população. Os mercados emergentes estão acertando os passos rapidamente, registrando, em dez anos, taxas de crescimento de 11%. Em países industrializados, o crescimento chegou a 1,3% segundo dados do Sigma Report.

O CEO do XL Group, de Bermuda, Michael McGavick, observou que, para melhorar a penetração dos seguros em mercados emergentes, é necessário investir na melhor gestão de risco: “É preciso usar o insight da observação do mercado como um todo. Um mercado só deixará de ser emergente quando os seus filhos não tiverem mais de mudar de seu país para ter um futuro melhor”.

Tags:

Pin It

Notícias Relacionadas

Comments are closed.

« Anterior: Próximo »

Voltar ao topo