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maio 29, 2013

Pacto Global da ONU

Rede brasileira é a quarta maior do mundo na busca de um mercado mais inclusivo e igualitário

A adoção de valores fundamentais e internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção, por parte da comunidade internacional, são os objetivos da iniciativa desenvolvida pelo ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, denomimada Pacto Global.

Dividido em 10 princípios, o Pacto Global conta com a participação de agências das Nações Unidas, empresas, sindicatos, organizações não-governamentais, totalizando mais de 5.200 parceiros sinatários na busca de um mercado global mais inclusivo e igualitário.

Anunciado globalmente durante o Fórum Mundial de 1999 e lançado oficialmente em julho de 2000, o Pacto Global contou com participação brasileira desde o primeiro momento, quando o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social conduziu o processo de adesão de 206 empresas nacionais.

Em 2003, foi criado o Comité Brasileiro do Pacto Global (CBPG), que em 2005 mobilizou-se pela promoção dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Desde então, o CBPG definiu algumas ações prioritárias, como a massificação de seus princípios no Brasil, a ampliação da adesão de empresas e organizações brasileiras e a promoção do vínculo entre os princípios do Pacto Global e os do ODM.

Em 2012, 104 novas organizações aderiram aos princípios do Pacto Global, sendo a rede brasileira, hoje, a 4ª maior do mundo, contando com 33 setores empresariais representados, como afirmou em entrevista para o jornal Estado de São Paulo o presidente do Pacto Global Brasil, Jorge Soto, que também é diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem.

O último encontro da Rede Brasileira de Pacto Global aconteceu em 10 de maio de 2013, em São Paulo, reunindo 200 empresas signatárias da Carta de Compromisso com o Desenvolvimento Sustentável para discutir os avanços do documento, que havia sido entregue ao Ministério do Meio Ambiente há um ano, durante a Rio +20. O documento apresentava 10 compromissos do setor privado em questões como direitos humanos, preservação ambiental e combate à corrupção.

“Na questão de mudanças climáticas, por exemplo, a Braskem, empresa química, reduziu em 13,7% a intensidade de suas emissões de gases de efeito estufa entre 2008 e 2012 e pretende alcançar uma redução de 18% até 2020. O Banco do Brasil financiou programas de Agricultura de Baixo Carbono em mais de R$ 2,5 bilhões até 2012. A Itaipu, geradora de energia, capturou mais de 2 milhões de toneladas de gases de efeito estufa com seus investimentos em reflorestamento. E o Grupo Libra, da área de logística, definiu que irá reduzir 50% suas emissões de gases de efeito estufa até 2012. Como pode observar, são muitos os exemplos individuais. O desafio que passaremos a enfrentar agora é a construção de iniciativas coletivas, com foco em sinergias e aumento da escala.”, afirmou Soto.

As empresas interessadas em participar devem preencher uma carta modelo assinada pelo principal executivo da organização e preencher o formulário online de adesão. (Veja aqui mais detalhes)

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