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junho 21, 2013

Nordeste deve ser a região mais afetada por mudanças climáticas

Programa da GloboNews mostra iniciativas da Embrapa para reduzir os impactos no cultivo de alimentos

Com mais calor e menos água, a capacidade de produção brasileira pode cair, como no caso da soja. O cultivo do milho, do algodão e do café também é afetado. No MT, Alta Floresta saiu da lista dos municípios que mais desmatam.

No Globo News, Miriam Leitão mostra que a Embrapa tem estudado soluções para continuar produzindo alimentos, mesmo com aquecimento global, mas há um alerta. A Fao, órgão da ONU para alimentos, calcula que o mundo terá que produzir, em 2030, 600 milhões de toneladas de milho e oleaginosas a mais. A Embrapa acha que isso é uma oportunidade para o Brasil.

Temos terra, biodiversidade, água, sol, tudo o que é preciso para continuar sendo um grande produtor. Por isso, o Globo News Miriam Leitão foi na Embrapa Informática em Campinas para entender como os riscos e chances do futuro têm sido estudados.

De 1977 até 2011, a área cultivada do Brasil aumentou 31%. A produção aumentou 228%. A produtividade subiu 151%. Mas o Brasil também corre riscos, segundo Eduardo Assad, agriclimatologista da Embrapa. Ele destaca que o Brasil é um país vulnerável na região costeira, no interior, com a agricultura, nas cidades, e na oferta hídrica. Para o agriclimatologista, há mais risco no Nordeste, que deve ser a região mais afetada. Em torno de 25 milhões de pessoas devem ser diretamente atingidas.

“Nos últimos 10 anos, estamos observando certos fenômenos que fogem da média. São coisas estranhas, como a chuva extrema, por exemplo. Cai mais água em menos tempo. Estamos observando também noites mais quentes. Cientistas europeus mostraram que começa a haver uma ligação muito forte entre essa concentração de CO2 e o aumento de temperatura”, explica Assad.

Num cenário diferente, com mais calor, menos água e clima extremo, a capacidade de produção brasileira pode cair, como no caso da soja. Noites mais quentes afetam muito o cultivo do milho. O algodão e o café também são afetados.

Tudo está sendo estudado – soja, açúcar, café, feijão, milho, algodão. Na Embrapa Informática, é usada tecnologia de informação e dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), para saber o que vai acontecer com o clima e como isso vai afetar a produção brasileira. A boa notícia é que, no cerrado brasileiro, há espécies que resistem a tudo: ao calor e à falta de água. E elas têm o gene para desenvolver sementes mais preparadas para o tempo que se aproxima. É um banco genético de 12 mil espécies.

A caatinga também tem espécies que podem salvar a produção. Em Sergipe, já foram desenvolvidos quatro novas espécies de milho, resistente à seca.

O Mato Grosso destruiu, em 20 anos, 117 mil quilômetros quadrados de floresta. Isto equivale a três estados do Rio de Janeiro. Mas Alta Floresta, no norte do Mato Grosso, acaba de ter uma grande conquista: saiu da lista dos municípios que mais desmatam. Não foi fácil, foi preciso mobilizar a cidade inteira. Empresas, ONGs e autoridades se uniram para deter o desmatamento, cadastrar produtores, mudar a forma de produzir, unindo pecuária, agricultura e floresta.

O pecuarista Rodrigo Arpini prova que ser sustentável compensa. Mas seus 200 hectares de terra estavam perdendo a força. Com o plantio do arroz por dois anos, ele recuperou a pastagem. Com a proteção do seu rio, aumentou a água. E com o sistema de rodízio do pasto, ele dobrou os bois no mesmo espaço. O Instituto Centro de Vida (ICV) e a Embrapa fizeram parte do esforço de tirar Alta Floresta da lista dos municípios desmatadores.

>> Assista a entrevista na íntegra clicando aqui.

Fonte: GloboNews

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