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agosto 21, 2013

Cadeia de Valores Socioambientais

Adriana Boscov aponta a preocupação da SulAmérica com as práticas de seus fornecedores

O caderno Boa Chance do Jornal O Globo, do dia 18, publicou uma longa reportagem abordando o aumento da preocupação, por parte das empresas, com as práticas sustentáveis e socioambientais de seus fornecedores. Assim, essas questões são levadas em conta, juntamente com qualidade e preço, na escolha dos fornecedores.

Um dos exemplos citados na matéria vêm do mercado segurador, da SulAmérica, em particular, que fez um mapeamento de toda a sua cadeia de valores. Nesse processo, acabou descobrindo, por exemplo, que existia trabalho escravo dentro de algumas oficinas mecânicas, especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste, detectando, ainda, que o maior impacto ambiental vinha também das oficinas.

“Então, tivemos que mudar a forma como credenciamos os fornecedores e passamos a fazer uma investigação mais forte nesses locais, lembrando que muitas empresas da cadeia de valor são micro e pequenas e não têm recursos, sendo necessária uma parceria na troca de informações”, afirmou a superintendente de Sustentabilidade Empresarial da SulAmérica, Adriana Boscov.

A investigação a respeito das práticas adotadas pelos fornecedores ainda não é muito utilizada no Brasil, segundo a própria Adriana, apesar de reconhecer que essa tendência cresceu muito no Brasil nos últimos três a cinco anos. Em 2012, afirmou, a SulAmérica Seguros respondeu a 30 questionários de clientes potenciais, querendo saber, entre outras coisas, se a companhia tem Código de Ética, se emprega mão de obra infantil, se tem programas de reciclagem e de minimização de usos de recursos naturais. Em 2013, apenas no primeiro semestre, 24 questionários já foram recebidos, principalmente oriundos das multinacionais.

Outro exemplo interessante vem da Coca-Cola, que desde 2002 possui os “Princípios de conduta de fornecedores”, que devem ser seguidos por quem deseja prestar serviços ou produtos para a companhia.

Para o coordenador adjunto da graduação de comunicação do Ibmec/RJ, Eduardo Murad, a percepção das companhias brasileiras começa a mudar, embora isso não ocorra meramente por questões de princípios, já que a exigência de boas práticas socioambientais tende a melhorar a produtividade, criar novos nichos de mercados e permitir que se faça coisas diferentes da concorrente.

>> Leia aqui a matéria na íntegra

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