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setembro 9, 2013

1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais

Relatório divulgado durante o evento, de 9 a 13/9, aponta as consequências no Brasil

Está sendo realizado, de hoje dia 9, a 13 de setembro, no Espaço APAS Centro de Convenções, em São Paulo, a Primeira Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais, que tem como objetivo difundir os avanços do conhecimento científico sobre a variabilidade climática nacional e global resultantes de estudos recentes de observação e de modelagem climática.

Promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), no âmbito do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), a Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima) e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC), a Conferência reune a comunidade científica, lideranças públicas, meios de comunicação e público em geral.

De acordo com o relatório organizado pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), que será publicado hoje no evento, além de o Brasil ficar mais quente com as mudanças climáticas, o regime de chuvas também sofregá grandes alterações.

Elaborado com a participação de 345 pesquisadores, que fizeram nos últimos seis anos uma avaliação de toda a ciência já publicada sobre mudanças do clima no Brasil, “o Relatório de Avaliação mostra o estado da arte da ciência do clima no Brasil e na América do Sul”, afirma Andrea Santos, Secretária Executiva do PBMC.

Ratificando as principais pesquisas feitas por institutos internacionais, o documento afirma que o planeta está aquecendo graças à emissão de gases de efeito estufa por atividades como geração de energia, transporte e desmatamento. As projeções apontam que a mudança de maior impacto no Brasil será na alteração dos padrões de chuvas.

No Sul e Sudeste, regiões que já sofrem com enchentes e deslizamentos, as chuvas se tornarão mais fortes e mais frequentes. Já no Nordeste do país, região mais castigada pela seca, haverá uma redução ainda maior das chuvas, agravando o problema.

A caatinga será, junto com o cerrado, o bioma do país que mais sofrerá com a mudança nos padrões de chuva. “A caatinga tem uma tendência de diminuição de precipitação muito intensa, e o aumento da temperatura poderá chegar a 5,5ºC até o final do século. Isso é realmente impactante”, diz Tércio Ambrizzi, professor da USP e um dos autores do relatório.

Já na Amazônia, a área mais ameaçada é a parte oriental da floresta, que poderá ficar mais pobre, com menor biomassa, fauna e flora. Apesar disso, o relatório considera que o aquecimento global não é a principal ameaça à Amazônia, mas, sim, o desmatamento, que traz riscos mais imediatos à floresta. Algumas projeções apontam que, se a Amazônia perder mais de 40% da sua cobertura florestal, haverá uma mudança drástica na temperatura, podendo resultar em um aquecimento regional de até 4ºC. Atualmente, a Amazônia já perdeu cerca de 17% de sua cobertura florestal.

>> Confira aqui a programação completa do evento.

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