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setembro 26, 2013

Relatório do IPCC aponta agravamento do aquecimento global

No Brasil, temperatura deve subir de 3 a 5 graus Celsius até 2100

O jornal O Globo desta quinta-feira, dia 26, publicou alguns pontos da primeira parte do Relatório sobre Mudanças Climáticas que será divulgado oficialmente na sexta, durante o último dia do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que acontece em Estocolmo, na Suécia.

Em sua quinta edição, o Relatório, elaborado por 259 especialistas de 110 países, baseado em 9.200 estudos científicos, indica que a temperatura no Brasil pode aumentar de 3 a 5 graus Celcius até 2100, com máximas diárias se elevando até 7 graus. Em tal cenário, as chuvas poderiam ser reduzidas em até 30%, provocando, entre outros efeitos, o desaparecimento de mais de metade das espécies vegetais do Cerrado.

Para o chefe da Divisão de Mudanças Climáticas e Sustentabilidade do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o colombiano Walter Vergara, a América Latina é uma das regiões mais vulneráveis aos eventos extremos provocados pelas mudanças climáticas, que causarão a diminuição da cobertura glacial do Ártico, da Antártida e da Cordilheira dos Andes, aumentado o nível dos mares e impactando fortemente as cidades, sobretudo as litorâneas.

Apesar de 97,5% dos trabalhos científicos garantirem que o planeta está aquecendo por conta, principalmente, da atividade humana e que as consequências serão gravíssimas, a preocupação sobre o tema na população mundial, aparentemente, não possui a mesma intensidade. De acordo com pesquisa feita pelo Pew Research Center, a crise financeira mundial, os extremistas islâmicos, os programas nucleares do Irã e Coréia do Norte e a crescente influência da China são vistos como ameaças maiores para os americanos, assim como, para os europeus, a preocupação com a crise financeira e o extremismo islâmico também vêm em primeiro lugar (veja aqui os números).

Já no Brasil, aponta a pesquisa, o aquecimento global é considerado por 54% da população como a maior ameaça enfrentada pelo mundo. (veja aqui).

Em consonância com essa preocupação, a indústria de seguros brasileira também tem se movimentado. Paralelamente ao IPCC, acontece no Rio de janeiro, com o apoio da CNseg e realizada em parceria entre a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Associação de Genebra, a conferência “Mudanças Climáticas e Desastres Naturais no Brasil: desafios e oportunidades para o setor de seguros”. Reunindo reúne cerca de 100 participantes, entre líderes do mercado de seguros, especialistas em previsão e prevenção de eventos climáticos extremos e representantes do setor público, o evento tem como pauta os debates sobre os eventos climáticos extremos, fatores que ampliam as exposições aos riscos de Responsabilidades dos segurados e das seguradoras, além das ações das seguradoras para mitigar os danos e fortalecer a resiliência a sinistros catastróficos. (Veja aqui a matéria sobre a abertura).

Outra matéria divulgado hoje na primeira página do jornal o Globo, sobre a explosão de um depósito de fertilizantes com nitrato de amônia, provocando uma gigantesca nuvem de fumaça tóxica no litoral Norte de Santa Catarina, já tendo levado mais de 100 aos hospitais e ameaçando chegar aos litorais do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, mostra que ainda há muito a ser feito em relação à ações para mitigar os desastres ambientais.tentabilidade e avançar na parceria público-privado nesse campo, algo típico de uma sociedade madura.

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